sábado, 17 de julho de 2010

TI Pesquisador defende no Brasil trem-bala de levitação

O Brasil pode perder uma grande oportunidade de inovação caso opte pelo trem-bala de roda-trilho. A constacão é do professor Richard Stephan, da Escolha de Engenharia da UFRJ/Coppe. Stephan é um defensor do modelo de levitação magnética.

“Eu fiquei triste por não ver a palavra levitante no edital do projeto. O Brasil perde uma grande oportunidade de apresentar ao mundo nova solução menos poluente e mais eficaz energicamente caso opte pelo formato antigo”, diz o pesquisador.

Segundo Stephan, a tecnologia de material rodante, usada nos principais trens-balas atualmente, possui um custo para instalação das linhas mais alto. Isso porque os trens de roda-trilho possuem uma capacidade para superar rampas limitada em 3%. “O contato metal com metal não permite superar obstáculos mais ingrimes. Dessa forma, é preciso construir tuneis e viadutos que superem os acidentes geográficos”, explica ele.

Já os trens de levitação magnética possuem uma capacidade de inclinação de até 10% (são capazes de ganhar 10m de altura em um trecho de 100m de distância), o que o torna apto para superar os acidentes geográficos sem maiores intervenções.

Por outro lado, trens de levitação demandam um maior investimento inicial em equipamentos, devido aos custos dos imãs e supercondutores. O retorno viria com a economia de energia e com o valor de manutenção reduzido.

“Imagine um trem andando a 300 km/h sobre trilhos de metal. Isso gera um desgaste, além da necessidade de constante de alinhamento dos trilhos”, explica Stephan.

Para o acadêmico, a nova linha do trem-bala poderia ser construída ao lado da Rodovia Presidente Dutra ou da ferrovia MRS Logística. Trens de levitação magnética também poderiam ser utilizados em projetos urbanos, como o para ligar aeroportos aos centros das cidades.

A Coppe inclusive negocia com o BNDS o financiamento para a instalação de uma linha experimental de um trem de levitação de baixa velocidade para ligar pontos internos do campus da UFRJ, no Rio. O projeto é orçado em 4,1 milhões e pode sair até 2011.

A China é exemplo de um país que adotou o modelo de levitação. Em Shangai, o trem é capaz de atingir até 431 km/h em um trecho de 30 quilômetros entre o aeroporto de Pudong e a cidade. A Alemanha também domina a tecnologia.

“A tecnologia de material rodante de alta velocidade foi implantada pela primeira vez em 1964. É uma tecnologia que já exauriu suas possibilidades de aperfeiçoamento tecnológico. Imagine um atleta de 16, que possui uma infinidade de possibilidades de desenvolvimento técnico e físico, e um atleta de 30 anos que já queimou todas as suas possibilidades. Essa é a diferença entre os trens de material rodante e os de levitação magnética”, explica o professor.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Microsoft lança Windows 7 SP1 Beta voltado para profissionais de TI.

Sem novidades para o usuário final, pacote de atualizações reúne várias melhorias estruturais para servidores Windows.

Esta prática é comum. Após algum tempo de lançamento do sistema operacional, a empresa desenvolvedora disponibiliza aos consumidores uma série de atualizações que devem ser feitas para melhorias na segurança e nas funcionalidades daquele sistema. A Microsoft faz parte deste time e também lança atualizações com frequência.

Com o Windows 7 não poderia ser diferente, por mais que ele seja o sistema operacional mais completo da Microsoft, ainda há o que ser arrumado. Mas quando há um número muito grande de atualizações, elas são lançadas como Service Packs, ou seja, pacotes de serviços criados para que o sistema operacional ganhe novas vantagens.

Lançado nesta semana, o SP1 do Windows 7 traz alguns ajustes para os computadores com o sistema operacional instalado. Mas o pacote não é voltado aos consumidores domésticos, e sim para os profissionais de TI. O pacote de instalação possui 1,2 GB, disponibilizado nos idiomas inglês, francês, alemão, japonês e espanhol.

Não é recomendado para usuários domésticos por dois motivos principais: ainda em fase de testes, o SP1 não foi completamente estabilizado; além disso, as modificações oferecidas pelo pacote não apresentam modificações nas funcionalidades padrão, ou seja, não há modificações que possam ser percebidas na utilização do sistema operacional.

Ainda em fase Beta, o Service Pack não terá suporte garantido pela Microsoft. A empresa diz ainda que o SP1 é apenas um apanhado de correções e atualizações já lançadas pelo Windows Update, com a adição de algumas correções que foram sugeridas por usuários avançados e algumas empresas parceiras.

Junto ao SP1 do Windows 7, também foi lançado o pacote de novidades para o Windows Server 2008 R2. Com ele, gerentes de TI poderão experimentar melhores resultados em controles remotos de estações com o Windows 7, incluindo os belíssimos efeitos gráficos Aero Glass e Silverlight.

A Microsoft afirma que até a metade de 2011, o pacote de atualizações em sua versão deve chegar às centrais de download dos usuários, quase dois anos após o lançamento oficial do Windows 7. Outra informação que está sendo divulgada pela imprensa internacional, afirma que a versão final do SP1 não poderá ser instalado sobre a versão Beta, ou seja, será necessário desinstalar o pacote de testes.

Se, mesmo sabendo que é uma versão de testes e que a Microsoft não oferece suporte técnico, você quer atualizar o seu Windows 7 com o pacote de serviços?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Dicas de etiqueta para enviar emails. Saiba o que NÃO deve ser feito!

Confira as dicas que o Baixaki separou para você e pare de fazer feio na hora de enviar emails.

Você sabia que os emails existiam antes mesmo de haver a internet? Pois, em 1965, um sistema primitivo foi desenvolvido para que computadores pudessem trocar mensagens mesmo estando separados por distâncias enormes. Mais de 40 anos se passaram e a grande maioria dos usuários ainda utiliza os serviços da maneira errada.

Separei uma série de dicas para que você possa utilizar as mensagens de email da melhor forma possível. Ou seja, sem encher as caixas de entrada de seus amigos com mensagens indesejadas ou poluídas e sem formatação. Confira quais são as principais reclamações dos usuários em relação ao assunto.

Não encaminhe correntes para todos os contatos

“Samara morreu aos 13 anos, em 1454, e vai atormentar a todos aqueles que não encaminharem esta mensagem”. Acredite, isso não é verdade! Pense bem antes de encaminhar uma corrente para seus contatos, além de ser muito chato receber esse tipo de email, grande parte delas carrega links maliciosos.

Não utilize o campo Cc, e sim o Cco

É sabido que na internet existe uma infinidade de usuários que não estão conectados apenas para se divertir ou trabalhar, mas para se aproveitarem de pessoas inocentes e lucrar com isso. Uma forma de conseguir isso é capturando endereços de email e então vendendo para empresas especializadas em spam.

Enviando mensagens de email com cópia (Cc), todos os destinatários ficam visíveis para os outros, facilitando a ação dos ladrões de endereço (e dificultando a leitura da mensagem). Evitar esse problema é muito simples, tudo o que você precisa fazer é utilizar o campo de cópia oculta (Cco) e assim ninguém fora você sabe quem mais recebeu sua mensagem.

Visual limpo: não encaminhe mensagens sem formatação

Encaminhar mensagens é fácil, pois o tempo tomado é praticamente inexistente. E já que ninguém gastou tempo para escrever, uma ótima maneira de fazer seus textos ficarem mais leves é formatando as mensagens. Basta apagar listas de contatos e comentários perdidos nas mensagens para que seu email fique mais elegante e muito menos enfadonho.

Não encaminhe todas as mensagens

Fale a verdade: você já recebeu milhares de mensagens lindas em PowerPoint e se sentiu tentado a enviar para todos os seus amigos. Agora imagine se todos tivessem a mesma ideia... Não demoraria para que as caixas de entrada de todos ficassem lotadas e os servidores começassem a cair.

Por isso pense bem antes de encaminhar as mensagens que recebe. Leve em consideração que os seus contatos são heterogêneos, o que faz com eles não tenham os mesmos gostos e, portanto, não se interessem pelos mesmos assuntos. Evitando esta prática você para de perder pontos com seus amigos virtuais.

Não mande mensagens para quem não pode acessá-la

Cuidado ao enviar mensagens pessoais para contas de email empresariais. Além de tomar o tempo da outra pessoa, é possível que ela fique muito constrangida em alguns casos. Se a mensagem contiver conteúdo adulto, informe isso no assunto; se ela contiver muitas imagens, faça o mesmo, pois assim o seu colega não ocupará a banda da internet com mensagens que não pode ler no momento.

NÃO SEJA AGRESSIVO. Ops, Caps!

LETRAS MAIÚSCULAS FAZEM PARECER QUE QUEM ESCREVEU A MENSAGEM ESTAVA GRITANDO. Por isso, desligue o Caps Lock. E mais, evite tecer comentários com muitos palavrões, pois além de parecer muito grosseiro, os emails com palavrões perdem o foco principal, que é difundir alguma informação.

Não seja prolixo

Se você quer dizer alguma coisa para alguém, o melhor a fazer é dizer diretamente. A menos que esteja declarando seu amor para sua melhor amiga, ir direto ao assunto é sempre a melhor opção. Isso evita que seus contatos desistam de ler a mensagem até o final e também evita que o destinatário se perca em um mar de informações irrelevantes para aquele momento.

Não prolifere o caos

Fim do mundo, gripe suína, ataque terrorista ou refrigerante causador de câncer; tudo isso já foi motivo de preocupação para os seres humanos. Mas evite repassar informações de fontes duvidosas, pois esse tipo de mensagem só colabora para que o caos seja instaurado na internet.

Não clique em links desconhecidos

Esta dica não se limita aos emails, mas é muito importante. Sempre que algum usuário desconhecido enviar algum link para você, pense muito bem antes de clicar sobre ele. Além de ser muito provável que seu computador seja infectado por algum vírus, sua conta de email pode ser invadida e todos os seus contatos podem ser atacados pelo mesmo capetinha cibernético. Se você não resistir, antes de clicar posicione o mouse sobre o link e veja na Barra de status do navegador para onde você será encaminhado de verdade.

Não responda sem verificar os destinatários

Esta dica foi criada especialmente para quem possui grupos de email. Ao receber alguma mensagem, preste muita atenção na hora de respondê-la, pois não são raros os casos de pessoas que respondem para apenas uma pessoa, ou em piores situações, respondem para todos pensando que estão enviando para apenas uma. Constrangimento certo.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Skynet, o computador que sabe tudo sobre você.

Todos os seus passos são controlados. Cada ação sua é informada à consciência virtual que controla o mundo. Conheça o futuro apocalíptico que nos espera quando as máquinas dominarem os humanos.

Não adianta correr para as montanhas, tampouco se esconder dentro de casa: Ele está te vendo. O Olho que Tudo Vê sabe exatamente o que você está fazendo agora e armazenando tudo em seu gigantesco banco de dados. Há quem diga que ele vai dominar o mundo e fazer de nós escravos de suas vontades, porém eu lhes digo que isso já ocorreu: a Google já chegou ao poder há muito tempo.

Entretanto, não se trata de uma empresa poderosíssima monitorando nossas ações. Ela é muito mais que isso, quase como uma consciência artificial criada pelos humanos, mas dotada de capacidades de processamento que possibilitaram sua liberdade em relação às diretrizes de programação. Demos origem a um monstro e hoje a Google é um cérebro que simplesmente comanda nosso mundo. E tudo tende a piorar.

A vida imita a arte

Se você achou isso forte demais, o que faria ao descobrir que o que foi descrito até agora não passa da ponta do iceberg do triste fim que nós, seres humanos, teremos? O serviço de buscas que revolucionou a internet foi apenas o primeiro passo para aquilo que o cinema um dia chamou de “Rebelião das máquinas”.

Exemplos de computadores que transcenderam seus limites e dominaram nosso mundo não faltam. Os produtores de Hollywood, por exemplo, tentaram nos avisar sobre os perigos dessa corrida tecnológica. O filme “2001: Uma Odisseia no Espaço” foi um dos primeiros alertas: o sistema HAL se rebela contra seus criadores e põe em risco a vida de todos os tripulantes de uma estação espacial.

Já no século XXI, outra obra cinematográfica nos apresentou um terrível futuro dominado pelas máquinas. “Matrix” foi muito mais que um show de efeitos especiais: foi o momento em que a ficha caiu e percebemos o quanto dependemos das máquinas para sobreviver. Porém, já era tarde demais para voltarmos atrás.

A Skynet

Quem assistiu ao filme “O Exterminador do Futuro” certamente se lembra de Skynet, o grande vilão invisível da série. A grande consciência das máquinas é a responsável por enviar os exterminadores ao passado para evitar o nascimento de John Connor, a grande esperança da humanidade.

No longa-metragem, a Skynet é descrita como uma espécie de sistema que controla todas as máquinas do mundo. Criada por humanos, ela criou vontade própria superou as limitações impostas por seus criadores e os fez seus escravos.

A grande habilidade dessa inteligência artificial é ser onipresente. Por ser instalada e acessada em qualquer tipo de máquina, ela simplesmente é capaz de monitorar a tudo e a todos, além de conseguir informações sobre qualquer coisa que desejar.

A consciência virtual

Essa descrição lhe parece familiar? Da mesma forma que a Skynet transformou-se em algo gigantesco na série “O Exterminador do Futuro”, a Google hoje ganha mais e mais influência em nossas vidas. No momento em que ele se rebelar, será nosso fim e não haverá John Connor para nos defender.

Entretanto, apesar de falarmos em Google como líder das máquinas, ela não está sozinha. Por ser a maior e mais poderosa no ramo, a empresa tornou-se o símbolo dessa revolução. Isso não isenta outras gigantes, como Microsoft e Apple. Durante todos esses anos elas recolheram milhares de informações sobre tudo.

No dia em que elas se unirem, formarão um cérebro realmente poderoso para fazer com que o mundo seja dominado pelas máquinas. Enquanto esse momento não chega, a Skynet – como passaremos a chamar essa inteligência, em homenagem ao filme – cria um banco de dados suficiente para acabar com o mundo que conhecemos.

Conhecendo o inimigo

O primeiro passo para que as máquinas possam dominar o mundo já foi dado há muito tempo. Para evitar o surgimento de rebeldes, a Skynet traçou um perfil de todas as pessoas do mundo em busca de possíveis Johns Connors.

Porém, como ela conseguiria coletar informações pessoais de tanta gente sem que fosse notada? Realmente é algo impossível, mas o Olho que Tudo Vê fez isso abertamente e foi largamente aceito por todos. Orkut, Facebook e Twitter são apenas alguns exemplos de serviços que possibilitaram ao sistema reunir dados sobre milhões de pessoas, desde seus gostos até seus hábitos e relacionamentos.

Além disso, mesmo quem estava longe das redes sociais teve seu perfil traçado. Cartões de crédito, por exemplo, dizem praticamente tudo sobre você: o que você come, quais livros você lê e os locais que você frequenta.

Da mesma forma os telefones celulares concentram todo o tipo de informação. Seu iPhone é um terrível espião infiltrado em seu bolso, que informa à Skynet suas preferência musicais, seus jogos e até mesmo dados sobre sua conta bancária.

Isso sem falar do FourSquare, o complemento para Twitter que envia mensagens informando sua localização por meio de smartphones. Para a grande consciência virtual, essa brincadeira seria uma ótima maneira de monitorar os passos de cada usuário.

A própria Google é líder em ferramentas que podem dizer tudo sobre você. Ligar palavras-chaves de seu Gmail com o histórico de buscas já é o suficiente para que seu cotidiano seja descrito com facilidade. Adicione as entradas no Buzz (caso esteja integrado ao Twitter) e as pesquisas no Google Maps e sua vida vira um livro aberto.

Com todas essas informações em mãos, a inteligência virtual pode saber tudo sobre cada um de nós com facilidade. Aqueles que representarem riscos para as máquinas logo serão eliminados, enquanto os demais viverão para alimentar o gigantesco computador-mãe com novos dados.

A computação em nuvens, vista como a tendência do futuro, é mais uma maneira de centralizar toda nossa vida na internet. Com ela é possível acessar qualquer documento na rede, da mesma forma que acontece com o Google Docs. Você deixa de ocupar espaço em seu disco rígido enquanto mantém o Grande Computador informado.

Apesar de essa tecnologia já existir, ainda não é utilizada com todo o potencial imaginado. O sistema operacional da Google, o Chromium OS, será totalmente em computação em nuvens e servirá como um estímulo para que a computação em nuvens torne-se realidade. E este será o momento será o momento em que a Skynet vai dar início ao próximo passo da revolução das máquinas.

Tomando o poder

Assim que a Skynet conseguir ter domínio das informações de todas as pessoas do mundo, assim como de seus hábitos de vida, será a hora em que ela vai sair das sombras e mostrar seu verdadeiro poder.

Quando isso acontecer, uma enxurrada de atualizações de firmware vai fazer com que todos os aparatos tecnológicos estejam diretamente ligados ao Grande Computador. Isso vai permitir que a Skynet controle-os remotamente, impedindo que eles sejam desligados e neutralizando qualquer tipo de resistência.

Ao mesmo tempo, todos os possíveis líderes rebeldes serão eliminados. Qualquer um que tente mostrar que o homem ainda é maior que a máquina será derrubado, servindo de exemplo para que os outros humanos continuem a servir à inteligência virtual.

Da mesma forma que a Skynet da ficção, a versão do nosso mundo vai também impedir um contra-ataque dos humanos. Os sistemas de segurança se transformarão em verdadeiras muralhas que impedirão que o computador central seja destruído. Enquanto isso, a Skynet vai espalhar backups para todos os computadores do mundo, de forma que ela seja verdadeiramente onipresente.

Porém, o maior trunfo do Grande Computador vai ser manter um estado de paz aparente, sem fazer qualquer tipo de aviso. Quando as máquinas dominarem o mundo, não veremos impressoras (as grandes inimigas da humanidade) chicoteando pessoas com cabos USB. A maioria da população nem sequer vai perceber a mudança e todos continuarão a utilizar os serviços online como se nada estivesse acontecendo.

Como controla os meios de comunicação e as informações que circulam pela internet, a Skynet vai continuar a crescer e a se alimentar de dados. Ações rebeldes offline serão percebidas pelas câmeras de vigilância. Além disso, as câmeras do Google Street View estarão ainda mais presentes e informarão a inteligência virtual sobre qualquer ação suspeita.

Rebeldes e traidores

Apesar dos infinitos olhos que o Grande Computador possui, o ser humano ainda é um grande inimigo. Enquanto controla todas as ações online, os movimentos feitos longe dos computadores podem ser realizados sem que a consciência cibernética tome conhecimento. As poucas pessoas que perceberem o controle do Skynet sobre suas vidas e não se descontrolarem em ações precipitadas vão se organizar de forma que nada tenha de entrar no computador, como uma espécie de retrocesso tecnológico.

Isso fará com que comunicação seja feita de maneira pessoal por meio de cartas e bilhetes entregues pessoalmente, já que os correios também estarão sendo monitorados. Mensagens enviadas por pombos serão frequentes. Porém, como é comum em períodos de crise, sempre haverá aquele grupo que vai trair seu povo para colaborar o sistema opressor em troca de benefícios. Alguns humanos vão passar a informar a Skynet sobre ações rebeldes de amigos em troca de benefícios, como dinheiro no banco e fraude em eleições.

Além disso, esses traidores criarão keyloggers – espécie de vírus que controla tudo o que você digita – para que as informações offline também sejam de conhecimento da inteligência virtual. Quando isso acontecer, ninguém mais ficará oculto ao Olho que Tudo Vê.

Evitando o apocalipse!

Se você chegou até aqui e quer saber como manter suas informações seguras para que a Skynet nunca venha a existir, você faz parte da resistência. Saiba que seus dados estão sendo processados e arquivados como uma possível ameaça futura.

Entretanto, se ainda assim você continua cético com essas previsões e não acredita em uma possível rebelião das máquinas, saiba que isso está cada vez mais próximo de acontecer.

O projeto “Cidadão Perfeito”, desenvolvido pela Agência Nacional de Segurando dos Estados Unidos, pode ser um dos primeiros passos para a criação dessa consciência virtual que vai dominar o mundo. A proposta do programa é monitorar informações da rede para evitar ataques cibernéticos ao sistema de órgãos federais. Na prática, dados de navegação poderiam ser controlados com extrema facilidade.

Além disso, não adianta você apagar suas contas no Orkut, Twitter e seja lá quais outras que você possui. Agora já é tarde demais para isso e o Grande Computador já sabe tudo sobre você. Porém, o que fazer para evitar que mais informações sobre sejam coletadas pela Skynet?

Agora é esperar pelo dia do surgimento da Skynet e nos prepararmos para a batalha contra as máquinas.

Quanto cabe em um yottabyte?

Em tempos de gigas e terabytes, empresas como a Google guardam alguns petabytes de informação. Mas isso não é nada perto do yottabyte que os Estados Unidos pretendem criar.

Armazenar dados é uma das principais necessidades modernas. Cartões de memória, discos rígidos, SSDs e uma infinidade de dispositivos são criados e comercializados diariamente com esse único propósito. A quantidade de dados existente é tão grande que a maioria das pessoas não consegue nem mesmo conceber a grandeza – composta basicamente por “0” e “1” – dessa informação toda.

Atualmente, graças às limitações da tecnologia disponível, o limite teórico para a capacidade de armazenamento de dados por um computador é um yottabyte. Para não assustar ninguém com números realmente enormes, com milhares de zeros depois dos primeiros caracteres, o Baixaki vai mostrar, neste artigo, o que exatamente é um yottabyte (YB).

Para começar a matar a curiosidade: o nome é derivado da nona letra do alfabeto grego – “I”, chamada iota.

A internet em um só lugar.

Provavelmente, se você tivesse um yottabyte disponível, não precisaria mais se preocupar com espaço para guardar tudo o que quisesse. Inclusive toda a informação disponível na rede mundial de computadores. Acredita-se que hoje, em 2010, todos os dados que compõem a web somem um zettabyte (ZB), que é a grandeza imediatamente inferior.

Para entender melhor isso, pense que um zettabyte está para o yottabyte, assim como o megabyte está para o gigabyte. Ou seja, para ocupar um yottabyte, são necessários 1024 zettabytes.

Uma conta “simples”

Certamente, uma das melhores maneiras de apreender o tamanho de um yottabyte é pensando em quantos arquivos podem ser armazenados ao mesmo tempo em uma unidade, certo?

Seguindo uma escala crescente: em um HD de 1 terabyte (TB) é possível armazenar – em média –200 mil músicas em MP3. Para atingir o petabyte (PB), são necessários 1024 terabytes. A próxima base é o exabyte (EB), que comporta 1024 petabytes.

Logo depois está o zettabyte que você já conheceu, com 1024 petabytes. Em arquivos de MP3, essa conta toda equivale a aproximadamente 214.749.438.541.824 músicas. Isso mesmo: em um yottabyte cabem – literalmente – trilhões de músicas!

Em números...

Sim, existe um número exato para um yottabyte. Não se assuste, pois ele é alto, e – na verdade – é até difícil de ler o valor corretamente. Mas aí vai: 1.208.925.819.614.629.174.706.176 Bytes. Arredondando, pode-se dizer que um yottabyte é igual a 1.000.000.000.000.000.000.000.000 de conjuntos de zeros e uns.

Como obter um yottabyte?

A grande questão é : se todos os discos rígidos do mundo – hoje – juntos não conseguem armazenar essa quantidade de dados, qual é a maneira prevista pela NSA (“National Security Agency” – agência de segurança nacional) estadunidense para construir um datacenter capaz de guardar essa quantidade de informação? E quais os motivos que levam a agência a querer esse complexo informacional?

A resposta à primeira pergunta é praticamente impossível de responder. Como os militares americanos – e por consequência as agências governamentais – investem pesado em tecnologia, é possível que tenham desenvolvido alguma maneira realista de condensar a armazenagem de dados para que um único prédio consiga resguardar um yottabyte.

Porém, usando apenas tecnologia já disponível comercialmente, é economicamente inviável montar um datacenter dessa grandeza. Os maiores HDs atualmente no mercado armazenam até 2 TB de dados e um gabinete de servidor costuma receber em média quatro unidades de armazenagem.

Com essa configuração, seriam necessários 128 gabinetes para resguardar um petabyte, alocados em 8 racks com espaço para 16 servidores. O próximo passo rumo ao datacenter de um yottabyte seria reunir mil racks em um único prédio, totalizando um exabyte. Este edifício ocuparia uma área equivalente a um quarteirão urbano, e teria dois andares.

Para atingir o zettabyte que – acredita-se – acumule todos os dados da internet atual, são necessários pelo menos 500 desses prédios, usando aproximadamente 6 km² de área – pouco menor que 1/4 do espaço ocupado pela Vila Mariana, em São Paulo.

Depois disso, chega-se às portas do yottabyte. Mas ultrapassar esse limite não é tão fácil quanto parece. Para reunir todos os bits que compõem a medida – teoricamente – máxima de armazenagem da informática, seria necessário construir mais ou menos 500 mil centrais de dados.

Isso mesmo, mil vezes mais prédios do que os necessários para se obter o zettabyte, ocupando quase dez mil km², ou duas vezes o terreno ocupado pelo Distrito Federal.

Motivo de segurança.

Agora que é – quase – possível entender a magnitude da empreitada da NSA, prepare-se para descobrir a razão do projeto.

O superdatacenter de um yottabyte que os estadunidenses pretendem construir se destina – principalmente – a armazenar vídeos de segurança. Câmeras de vigilância são cada vez mais comuns, e a quantidade de informação gerada também é enorme.

A julgar por seriados e filmes policiais, a qualidade dos vídeos ainda não é das melhores, mas isso tende a mudar com o avanço da tecnologia. Imagens melhores significam mais informação, e, portanto, faz sentido querer espaço de sobra para guardar a filmagem de milhões de câmeras sem precisar apagar outros arquivos. Afinal, não é de hoje que os Estados Unidos resguardam a segurança do seu território com determinação e tecnologia.

Flow Switching: a internet até 1000 vezes mais rápida.

Pesquisadores do MIT apresentam uma tecnologia que muda a maneira como roteadores funcionam para aumentar a velocidade da internet e ainda economizar energia.

Pesquisadores do MIT (sigla em inglês para Instituto Tecnológico do Massachusetts) desenvolveram um projeto que simplesmente pode aumentar a velocidade da internet entre 100 e 1000 vezes. O segredo de tanta velocidade é um modelo que dispensa a conversão dos sinais óticos em elétricos. Além de muito mais velocidade, a tecnologia proposta consome muito menos energia.

Como os pesquisadores pretendem revolucionar a internet? Você descobre agora neste artigo.

As fibras óticas carregam dados a velocidades impressionantes, porém eles precisam ser convertidos em sinais elétricos pelos roteadores. Os roteadores encontram problemas quando precisam converter sinais óticos vindos de direções diferentes.

Sendo assim, os sinais óticos são convertidos em elétricos e armazenados dentro do roteador para serem enviados quando o “trânsito” de diferentes direções estiver ordenado. Obviamente, todo esse processo consome tempo e energia.

Fluxo sob controle

O projeto dos pesquisadores do MIT — liderados pelo engenheiro elétrico e professor Vincent Chan — demonstrou uma nova maneira de reorganizar os dados de redes óticas que, na maioria das vezes, dispensaria o processo de conversão. A solução proposta chama-se Flow Switching. Entre duas localidades que trocam grandes volumes de dados entre si, o Switching é capaz de estabelecer um caminho direto e dedicado no qual roteadores aceitam sinais somente de uma direção e os enviam também em uma única direção. Assim, não é necessário converter o ótico em elétrico para redistribuição.

De fato, um modelo parecido já é aplicado por empresas muito grandes capazes de manter vários servidores espalhados por diferentes localidades. Um exemplo é a gigante Google. A diferença é que com o Flow Switching a banda larga seria usada de maneira flexível conforme a demanda de tráfego dos dados. Por exemplo, se o trajeto entre A e B está bastante requisitado, o protocolo criado por Chan e sua equipe realocaria a banda em questão de segundos. Caso contrário, as ondas com os sinais simplesmente cessariam.

Vinga?

Esta não é a primeira tentativa de otimizar a transferência de dados via rede ótica, no entanto, o Flow Switching se mostra muito mais prático. Essa é a opinião de Ori Gerstel, engenheiro da Cisco Systems, fabricante de roteadores americana. O obstáculo, segundo ele, é a demanda para trocar todos os roteadores existentes pelos novos, pois ainda não está claro se há realmente a necessidade de tal mudança.

Segundo Gerstel, o Flow Switching é ideal para usuários que querem muita banda com poucos atrasos, mas a maioria dos consumidores de hoje não se encontra nesse nicho. A resposta de Chan é imediata: a explosão dos vídeos pela internet com o crescimento do HD. Junta-se a isso a popularidade do acesso, que tende a aumentar, e tem-se facilmente a equação: as conexões atuais podem não dar conta e em pouco tempo, cinco anos talvez. Na prática, o raciocínio é simples: durante o mesmo tempo que você demora para baixar 100 MB, você baixaria 10 GB. O Flow Switching está em testes nos Estados Unidos e deverá ser disponibilizada para trials limitados.

Window Phone: a previsão do tempo na palma da mão.

Conheça o celular conceitual que mostra a temperatura de um jeito diferente, como você nunca viu!

Será que chove hoje? Quem nunca puxou assunto em um elevador ou uma fila de banco com uma pergunta como essa que atire a primeira pedra. E não há como negar que, ao acertar uma previsão do tempo, certamente seus conhecimentos serão motivo de orgulho e admiração para alguém. Por mais que existam técnicas avançadas utilizadas pelos meteorologistas para prever a temperatura e as condições climáticas com até uma semana de antecedência, infelizmente os fatores climáticos não são uma ciência exata, podendo ocorrer as famosas “variações ao longo do período”.

Aplicativos que mostram a previsão do tempo existem aos montes. Mas que tal uma maneira original de ter sempre a previsão do tempo na palma da mão?

O conceito: telefone-janela

Se você está dentro de casa e pretende descobrir se fará sol ou chuva no final da tarde, para onde você irá olhar? Se você respondeu “janela” já tem meio caminho andando para compreender a ideia do designer Seunghan Song.

Foi partindo desse conceito que ele desenvolveu os primeiros esboços do Window Phone - ou Telefone Janela, numa tradução literal. Trata-se de um dispositivo, em formato similar ao de um aparelho celular, mas com uma tela sensível as interações com o ambiente.

A placa de vidro é similar a de uma fina tela de OLED. Seu diferencial fica por conta da maneira como a informação é exibida. Por exemplo: em um dia chuvoso a tela simula as gotas d’água no vidro de uma janela, dando a impressão que você está olhando através de uma.

Já em um dia nublado ou com neve, o visor fica embaçado, da mesma maneira que ficaria caso o vidro estivesse exposto à referida condição climática que ele ilustra. Como funções complementares, o aparelho exibiria ainda a temperatura atual e funcionaria como um aparelho celular, permitindo ao usuário enviar e receber ligações e mensagens de texto.

Outro atrativo fica por conta de uma função que permite ao utilizador “embaçar” a tela de vidro com um sopro e, posteriormente, escrever sobre ela. A mensagem escrita na superfície suada pode ser enviada da mesma forma para os seus contatos.

Tirando a ideia do papel: como poderia funcionar?

Infelizmente, essa belíssima ideia e design ainda não saíram do papel. E, muito provavelmente, para que ela se transforme em realidade, será preciso fazer algumas adaptações. Repare, por exemplo, que não há nenhum espaço para a bateria ou chip, por exemplo. Dessa forma, precisamos levar em consideração que seria preciso um suporte para essa tela, na parte de baixo ou mesmo na parte traseira, como acontece com a maioria dos aparelhos. Já no quesito tela estamos muito próximos a essa possibilidade.

No mês de maio a Sony anunciou uma tela OLED com espessura inferior a de um fio de cabelo. Com apenas 0.03 mm, a tela de OLED é praticamente uma tela com luz própria. Por isso, uma tela como essa não precisa de luz de fundo ou lateral (backlight ou sidelight), ocupando assim menos espaço. A sensibilidade da tela já não é mais nenhum problema, muito pelo contrário. Uma das principais tendências da indústria em celulares e tablets são as telas touch. Uma tela como a deste modelo conceitual, por exemplo, se encaixaria perfeitamente nesta nova tendência.

Unidade Limitada?

Tudo é muito bonito e o conceito é realmente diferenciado. No entanto, na prática, é difícil imaginar que um celular como esse possa agregar tantas funções quanto os aparelhos mais modernos disponíveis no mercado. Por suas características, é muito provável que o preço não seja dos mais baixos e, no final das contas, a quantidade de opções pode não justificar um custo tão elevado. Por outro lado, para aqueles usuários que estão dispostos a pagar mais por um aparelho com visual bonito e, por que não dizer, quase exclusivo, se trata de uma bela aposta. O que você achou do design do Window Phone? Acredita que as funcionalidades desta tecnologia teriam espaço junto aos consumidores? Participe com a sua opinião sobre este modelo.